sábado, 30 de maio de 2009

Sagrado Coração de Jesus



Estar diante de Deus, em atitude de reparação, não significa cultivar um intimismo doentio e passivo? Ficar horas de oração, diante do Santíssimo Sacramento, fazer sacrifícios e mortificações pode ser bom, e é, se brotar da vida quotidiana e voltar para ela. A verdadeira devoção ao Coração de Jesus e a verdadeira reparação não nos afastam do mundo, antes nos levam a transformar o mundo, sobretudo, o mundo das relações.
Quando pensamos nos pecados do mundo e os procuramos reparar, pensemos, antes de mais, nos nossos pecados; quando pensamos em consolar o nosso Deus ofendido pelos pecados, pensemos, sobretudo, nos irmãos presentes no nosso quotidiano, com quem nos cruzamos todos os dias, ofendidos pelas nossas faltas de atenção, pelo nosso orgulho, pela nossa indiferença ou vitimas de maldade de outros e necessitados do nosso socorro – neles podemos e devemos “consolar” o nosso Deus ofendido por tanto pecado.
A devoção ao Sagrado Coração de Jesus deve ter o seu lugar, na vida pessoal e comunitária e traduzir-se em obras de misericórdia, que vão ao encontro das necessidades dos irmãos. Em tempo de crise económica e social, como aquela que vivemos, quando tantos são tentados a desesperar de si próprios, dos outros e de Deus, também a Igreja, na sua pastoral, acaba por ser chamada a dar atenção ao essencial. E o essencial é, sem dúvida, o Coração de Deus, mesmo se ignorado, no coração do mundo.

JESUS CRISTO SACERDOTE ENTRE NÓS




“O Espírito do Senhor está sobre mim, porque me ungiu para anunciar a Boa-Nova aos pobres; enviou-me a proclamar a libertação aos cativos e, aos cegos, a recuperação da vista; a mandar em liberdade os oprimidos, a proclamar um ano favorável da parte do Senhor.” (Lc. 4, 18-19)
Jesus é o Messias, O enviado pelo Pai, O Filho cheio do Espírito Santo, que veio a nós, para nos anunciar a Palavra da salvação, para que vivamos guiados por Ele, alegres e felizes, libertos da opressão do pecado, das seduções que nos arrastam para o mal e nos afastam d’Ele. Cristo é a verdade, a Salvação, O Profeta e Rei, que nos indica o caminho, para que nós com Ele e n’Ele vivamos, vejamos a verdade e nos salvemos.
“Aproximando-se deles, Jesus disse-lhes: Foi-me dado todo o poder no Céu e na Terra. Ide, pois, fazei discípulos de todos os povos, baptizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a cumprir tudo quanto vos tenho mandado. E sabei que Eu estarei sempre convosco até ao fim dos tempos.” (Mt. 28, 18-20)
Jesus chama-nos, para O deixarmos viver connosco, sermos seus discípulos e, envia-nos a irmos por todo o mundo, anunciando a todos os irmãos a Boa-Nova, fazendo discípulos. Cristo está sempre connosco, através do Espírito Santo nosso guia e, do seu Pão vivo com que nos alimenta na caminhada construtora, fazendo discípulos entre os irmãos que estão à nossa volta. Cristo envia-me nesta obra de salvação.

Padre, eu porque não!




Padre, eu porque não!

O sacerdócio é a continuação da missão de Cristo no mundo, vivendo, anunciando e testemunhando a Boa Nova da Salvação. Cristo é o sumo-sacerdote e só através d’Ele somos com Ele povo de Sacerdotes, profetas e reis após o Baptismo. Por isso todos os baptizados são chamados a viver um sacerdócio comum, sermos instrumentos de Cristo e com Cristo no mundo, vivendo o Evangelho. Mas, para continuar a sua obra, Cristo instituiu apóstolos para irem à frente e pastorearem o povo de Deus, são os sacerdotes ordenados, em ministério sacerdotal, os sacerdotes, que são chamados a serem Cristo em Cristo no mundo, in persona de Cristo, anunciando-O e testemunhando-O na sua pessoa.
Os sacerdotes, servos de Cristo em Cristo, são a continuação de Cristo vivo entre nós, na pobreza, castidade e obediência à vontade do Pai. São do Céu mas vivem na terra, aguardando as núpcias do cordeiro pascal, nesta caminhada, testemunho e serviço pelo Reino de Deus.
É urgente evangelizar, os operários são poucos e a messe é grande, que Nosso Senhor envie operários para a sua messe consoante a sua vontade. Envia-me a mim Senhor. Neste ano de discernimento, para eu ser sacerdote ministerial, discerni que não reúno as condições para esta missão, o meu caminho não é por aqui, tenho outros talentos que preciso de colocar a render, eu sou, um pé não sou um braço. Todos os membros do corpo são diferentes e todos essenciais.
Eu sou chamado a viver a minha vocação de sacerdócio comum como fiel leigo entre o Povo de Deus, que maravilhosa missão, ser sal na terra. Ajudai-me Senhor a viver segundo a vossa vontade. A acolher-vos sempre nos irmãos e a dar-me todo a vós nos irmãos, sem reservas.
Dou-Vos graças Senhor pela vida que me dais. Que maravilhoso é estardes entre nós. Mas que triste é as minhas faltas, a minha indiferença e falta de audácia, as faltas e indiferença do mundo que Vos rejeita. Fazei Senhor que os nossos olhos se abram e Vos vejamos. Fazei de mim Senhor um instrumento audaz na sociedade, onde me enviais e chamais a testemunhar a Boa Nova.Que eu deixe arder o fogo que colocais em mim, para que eu seja sempre Vosso instrumento vivo, convosco, para que Vós reinais, para que os irmãos se deixem interpelar pela minha e nossa insistência amorosa do Vosso Espírito, se convertam e vivam. Glória a Vós Senhor Nosso Deus e Nosso Pai.

Padre, eu porque não! Porque o meu lugar no Corpo de Cristo é outro, a minha missão a desempenhar é outra e, se eu não ocupar o meu lugar, ninguém ocupará! Do que estou à espera?

segunda-feira, 11 de maio de 2009


CRISE

A crise económica em que vivemos?
Quem é que está em crise, Estamos todos?
E o nosso coração, também está em crise?
Como está a minha amizade com os irmãos que vivem comigo e que encontro todos os dias?
Como é que eu sou sinal de amor para os outros?
Como é que eu aceito a amizade dos outros?
Muitas vezes um não é um sim para eu crescer, para eu sair da crise?
Porque é que eu atiro os outros para a rua, porque fazemos isso?
Porquê despedem as empresas, os trabalhadores “menos” eficientes? Há competição?
Porque é que os trabalhadores “menos” eficientes abandonam o trabalho?
Haverá luta pelo sucesso exterior? Eu sou um objecto no joga da competição / na luta / na selva da vida? Somos racionais ou irracionais? Somos pessoas?
Do que estamos à espera para vivermos em caridade! E “solidariedade” é fazer como eu quero, ajudar quando quero, dar o que me sobra! Eu faço isso! Dou tudo aquilo que não me faz falta? Como se os outros fossem inferiores a mim e lhes bastasse as minhas sobras?
Que inútil e pecador que eu sou! Sou tão indiferente, tão frio perante a doença dos corações dos outros, não quero ajudá-los a curarem-se! Também não me curo a mim! Permaneço doente, no abismo, no fundo da crise!
Do que estou à espera, de braços cruzados?
A crise está no meu egoísmo!
A crise está no meu orgulho!
Perdoai-me Senhor! Ajudai-me a dar-me todo a vós nas minhas acções e orações!
Ajudai-me Senhor a ir visitar-vos no irmão que me bate à porta!
Ajudai-me Senhor a acolher-vos no irmão que eu não gramo!
Ajudai-me senhor a tirar o lixo que está no meu coração, para que fiques só vós, para que eu alegremente Vos abrace em todos os irmãos, pobres e ricos!Ajudai-me Senhor a DIALOGAR, a ESCUTAR, a descobrir daquilo que o meu irmão precisa e eu tenho a solução, a cura para a sua doença! Porque vivemos numa sociedade, a crise está no meu coração?

PRESERVATIVO

Porquê a sociedade nos incentiva a utilizar o preservativo como contraceptivo que resolve todos os problemas de doenças sexualmente transmissíveis (HIV)!
É um incitamento à promiscuidade!
Distribui-se preservativos gratuitamente nas escolas públicas a alunos do 10º ao 12º ano de escolaridade. Transformando as escolas públicas em institutos de desregramento sexual, como promoção do SIDA? Isto é educação sexual?
E quem se atreve a desmascarar esta estratégia, quem ousar levantar a voz, é imediatamente apontado como perigoso assassino, merecedor de cadeia por crimes contra a humanidade.
A Igreja ousa contestar o pan-erotismo e a libertinagem sexual, que são meios economicamente poderosos, mentalmente materialistas e hedonistas, que querem impor-nos na sociedade. Quem fala muito em tolerância e liberdade, mas é só para eles. Criam a imagem de que são inimigos da felicidade aqueles que ousarem discordar dos seus dogmas materialistas.
Tal como condenaram Jesus. A Igreja é condenada, porque está verdadeiramente a cumprir a sua missão, está a ser sal da terra, “veio trazer a espada da palavra viva e não a paz doente dos politicamente conformes e defuntos.”
Se querem combater a saúde e felicidade dos homens, não podem deixar de apontar os caminhos que a Igreja tem vindo a aconselhar. São humanos, eficazes e dignos. Não os querem aceitar? Ainda mal. Mas, não insultem e ameacem quem tem a coragem de os propor.

Contingência e Castidade
Os contraceptivos dividem as duas dimensões da sexualidade humana (viver a sexualidade só na perspectiva unitiva / ou só na perspectiva procriativa)
Os métodos naturais baseiam-se numa observação e respeito pelo ciclo biológico.
Os contraceptivos levam a fazer da pessoa um objecto, uma visão da sexualidade numa perspectiva unitiva, de egoísmo.
A sexualidade humana desregrada destrói uma sociedade!
Como o preservativo não é seguro a 100% legalizou-se o aborto!
Porquê os professores não quiseram assumir a “educação sexual”, devido à responsabilidade com que ficavam!
A Igreja defende o verdadeiro amor, amor que dialoga, que respeita, que é humano, não egoísta, nem ver o outro como objecto.
Os professores de Religião e Moral têm um grande dever nesta área, do diálogo, esclarecer e informar.
A educação é perspectivar o futuro! Não é prevenir problemas do presente! O preservativo é resolver um problema imediato.
Hoje as pessoas não estão interessadas em pensar e interrogarem-se, é preciso fazer com que as pessoas pensem e se interroguem, para o seu bem.A grande proposta da Igreja é a de dialogar, para que as pessoas percebam, compreendam e se amem. Hoje as campanhas materialistas não estão interessadas no diálogo.